Burlas na venda de casa: 7 esquemas reais e como se proteger
Vender casa move muito dinheiro — e onde há dinheiro, há quem tente enganar. Em 2025, só a GNR registou 725 casos de burla em aquisição e arrendamento de casas, e em março de 2026 a Polícia Judiciária desmantelou uma rede que simulava vendas de imóveis de luxo na zona de Lisboa, com prejuízos superiores a 10 milhões de euros. Quem vende sozinho é alvo apetecível — mas, conhecendo os esquemas, defende-se de quase todos.
1. O comprovativo de pagamento falso
O "comprador" envia um print de uma transferência que nunca chega à sua conta, e pressiona para avançar. Defesa: nunca entregue chaves nem assine com base num print. Confirme sempre o dinheiro creditado na sua conta — não "em processamento".
2. O cheque sem cobertura (ou visado falso)
Pagamento com cheque que depois não tem cobertura, ou cheque visado forjado. Defesa: prefira transferência bancária confirmada; se for cheque, exija cheque bancário e confirme a validade junto do banco emissor.
3. A renegociação à porta da escritura
Já com tudo marcado, o comprador "descobre" um problema e exige baixar o preço à última hora. Defesa: um CPCV bem feito, com sinal e regras claras (art. 442.º), tira-lhe o poder de o encostar à parede.
4. A visita que é, na verdade, um reconhecimento
Falsos interessados que estudam a casa — horários, alarmes, objetos — ou acedem ao imóvel sem consentimento (a rede de Lisboa chegou a trocar fechaduras). Defesa: só deixe entrar quem tem identidade verificada, nunca mostre a casa sozinho, não deixe documentos originais nem objetos de valor à vista.
5. O "intermediário" que pede dinheiro adiantado
Alguém que se oferece para "trazer um comprador certo" mediante pagamento adiantado — e desaparece. Defesa: desconfie de qualquer pagamento à cabeça para garantir uma venda. Serviços legítimos cobram por trabalho feito, com fatura.
6. O comprador "estrangeiro" com sobrepagamento
Contacto só por mensagem que oferece pagar acima do preço e pede que devolva a diferença a um terceiro. O pagamento inicial é falso ou revertido. Defesa: nunca devolva dinheiro a terceiros; trate só com o comprador identificado.
7. A falsificação de documentos e de identidade
Documentos forjados, procurações falsas ou identidades roubadas. Defesa: verifique a identidade de quem assina, confirme poderes, e faça os atos com solicitador, advogado ou no balcão Casa Pronta.
Os sinais de alarme transversais
Segundo as autoridades, desconfie sempre que apareça: preço ou oferta longe do normal, pressão para fechar à pressa, pagamento fora dos canais oficiais, comprovativos enviados por mensagem e contacto só por apps. Um destes sinais já chega para parar e confirmar tudo.
A defesa que muda o jogo
A maioria destas burlas explora dois pontos fracos de quem vende sozinho: não verificar quem é a outra pessoa e não confirmar o dinheiro antes de avançar. No Sozinho Vendo Melhor, os interessados são qualificados e só visitam com identidade verificada por documento oficial, os documentos são conferidos pelo departamento jurídico e o pagamento segue sempre os canais certos, com acompanhamento até à escritura.
Perguntas frequentes
Como confirmo que o sinal foi pago?
Pelo valor creditado na sua conta, não por um print. Em dúvida, confirme com o banco.
É seguro fazer visitas a desconhecidos?
Só com identidade verificada e, idealmente, nunca sozinho.
O CPCV protege-me de burlas?
Sobretudo de manobras e desistências; para identidade/documentos, conta a verificação no ato.
Oferta acima do preço de um estrangeiro?
Quase sempre mau sinal, sobretudo se pedir para devolver uma diferença a terceiros.
Quanto lhe custa a forma como vai vender?
Veja a probabilidade de vender ao preço de mercado e o custo real de cada estratégia — e entre na lista de espera do piloto: os primeiros 50 proprietários têm condições de fundador (−10% para sempre).
Fazer o teste grátis no simulador →Fontes (verificadas em junho de 2026): idealista/news (GNR, 04/2026) · Observador (PJ, 03/2026). Sinal art. 442.º Código Civil. Conteúdo informativo — em caso de crime, contacte as autoridades.